Cases e Números

Quanto custa um processo trabalhista por falta de controle de ponto? (a conta que ninguém faz)

10 mai 2026 7 min de leitura
Calculadora, notas de Real e martelo judicial sobre mesa escura — imagem de capa do artigo sobre o custo real de um processo trabalhista para PMEs.
Calculadora, notas de Real e martelo judicial sobre mesa escura — imagem de capa do artigo sobre o custo real de um processo trabalhista para PMEs.

A conta que quase nenhum dono de PME faz: quanto custa, na prática, um processo trabalhista relacionado à jornada — hora extra, banco de horas mal fechado, intervalo suprimido, adicional noturno errado. Depois de fazer essa conta, ninguém mais chama ponto eletrônico de 'custo operacional'.

As linhas da fatura que você vai receber

  • Verbas principais: horas extras retroativas de até 5 anos, com adicional de 50% ou 100%.
  • Reflexos: as horas extras refletem em DSR, 13º, férias + 1/3, aviso prévio e FGTS + 40%.
  • Correção monetária + juros de mora (hoje calculados pela SELIC).
  • Honorários advocatícios de sucumbência (10 a 15% do valor da condenação).
  • Custas processuais (2% sobre a condenação, com teto).
  • Se houver acordo, valor entre 40% e 70% do pedido inicial.

Uma simulação real

Colaborador com salário de R$ 2.500, 3 anos de casa, alega ter feito 2h extras/dia sem registro. Cálculo aproximado:

  1. 1Horas extras: 2h × 22 dias × 36 meses = 1.584 h. Hora normal ≈ R$ 11,36; com adicional 50% ≈ R$ 17,04. Subtotal: R$ 26.991.
  2. 2Reflexos em DSR, 13º, férias, aviso e FGTS: aproximadamente 45% sobre subtotal = R$ 12.146.
  3. 3Correção + juros + honorários advocatícios de 15%: aproximadamente R$ 8.500.
  4. 4Total estimado da condenação: R$ 47.637.

E isso considerando 1 colaborador. Se a mesma prática valia para uma equipe de 10 pessoas com histórico parecido, você tem um passivo silencioso de meio milhão de reais entrando pela porta.

Custos indiretos que ninguém coloca na planilha

  • Horas do sócio e do gestor gastas em audiência e depoimento.
  • Honorários do advogado da empresa (média R$ 5 mil a R$ 15 mil por processo).
  • Impacto na motivação da equipe: notícia de processo trabalhista corre rápido internamente.
  • Aumento no custo de crédito bancário quando aparecem várias ações em consulta.
  • Bloqueio em licitações e perda de CND.

O contraponto: quanto custa se prevenir

Um sistema de ponto eletrônico moderno custa entre R$ 10 e R$ 15 por colaborador por mês. Para uma empresa com 30 pessoas, são cerca de R$ 5.400 por ano. Ou seja: menos de 12% do custo de um único processo médio.

É o seguro trabalhista mais barato que existe. Só que ele não paga a conta depois do sinistro — ele impede que o sinistro aconteça, criando prova documental que quase sempre inviabiliza a ação já na primeira audiência.

Como o Timefy resolve isso

A Timefy monta, dia após dia, o dossiê que sua empresa vai precisar apresentar caso um processo chegue: espelho de ponto conforme Portaria 671, AFD/AFDT assinados digitalmente, trilha de geolocalização, histórico de banco de horas com aprovações e alertas de estouro documentados.

Não é sobre 'ganhar processo'. É sobre não perder o que já perdeu ao aceitar uma planilha de Excel como controle de jornada. Muitas reclamatórias são arquivadas na primeira audiência quando a defesa apresenta espelho de ponto idôneo — e o advogado do reclamante percebe que a batalha probatória está perdida.

Perguntas frequentes

Quanto custa em média um processo trabalhista sobre horas extras?

Em PMEs, o ticket médio de acordo fica entre R$ 15 mil e R$ 40 mil por colaborador, considerando 3 a 5 anos de vínculo. Casos que vão até sentença podem passar de R$ 80 mil pela soma de reflexos, juros e honorários.

Sem ponto eletrônico, o que a Justiça considera?

A Súmula 338 do TST determina que, se a empresa tem mais de 20 empregados e não apresenta controle de jornada, presume-se verdadeira a jornada declarada na petição inicial. Ou seja: o colaborador escreve, o juiz aceita.

Acordo antes do processo evita esse custo?

Reduz. Um acordo extrajudicial homologado pela Justiça (art. 855-B da CLT) costuma sair por 40% a 60% do que seria o pedido em ação, e encerra o vínculo sem risco de novo processo sobre os mesmos fatos.

Qual o prazo para o ex-funcionário processar?

Dois anos após o desligamento para propor a ação, retroagindo os últimos 5 anos do contrato. Passado esse prazo, prescreve — por isso registros precisam ser mantidos por, no mínimo, 5 anos.

Ponto eletrônico realmente reduz o número de ações?

Reduz de forma comprovada. Empresas que implantam REP-P com trilha de auditoria relatam queda de 60% a 80% em reclamações trabalhistas sobre jornada, porque o AFD assinado praticamente encerra a discussão probatória.

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